Como usar o crédito quando contemplado?

Um dos principais objetivos, que as pessoas têm em mente, quando vão atrás de um consórcio é ser contemplado.

Querendo ou não, o consórcio para muitos funciona como uma forma de crédito barato. Lógico, essa ideia só funciona, caso você seja contemplado.

Mesmo não sendo contemplado, no pior dos casos, você vai pagar o mesmo até conseguir liberar o valor referente ao consórcio.

Por exemplo, se o seu consórcio tem por finalidade conseguir uma carta de crédito de R$ 50.000,00, então será preciso pagar as parcelas ate conseguir liberar tal valor.

A liberação do valor do consórcio está condicionada aos seguintes eventos;

  • Ser sorteado e contemplado
  • Realizar o lance e consequentemente ganhar, sendo contemplado.
  • Ou fazendo os pagamentos mensais até o encerramento do consórcio, conseguindo a carta de crédito.

Mas então, o que fazer com a carta de crédito?

Tecnicamente, a carta de crédito fica condicionada a um determinado bem. Por exemplo, nesse artigo vamos dar uma atenção especial para os consórcios de veículos.

Sendo assim, é natural que ao ser contemplado em um consórcio para aquisição de um veículo, a carta de crédito seja liberada para esse fim.

Então, você não poderia dar a entrada em uma casa com o valor do consórcio, ou coisa do gênero, por exemplo.

Seria necessário respeitar a finalidade da carta de crédito. Caso você pague o consórcio até o final, então é provável que o dinheiro seja liberado para você, sem grandes problemas.

A situação é a seguinte; o interessado, que for fazer o consórcio deve avaliar as regras do consórcio antes mesmo de iniciar o mesmo.

Desse modo é possível analisar se é possível (mesmo sendo contemplado no meio do consórcio) utilizar os recursos da carta de crédito para outros fins.

Às vezes as pessoas iniciam os consórcios com um objetivo (nesse caso, vamos supor que seja a aquisição de um carro novo). Mas ao decorrer dos meses, esse objetivo pode sofrer alterações, de repente a pessoa tem a compra de uma casa, como um objetivo principal, agora.

Portanto, seria natural que os recursos oriundos de uma eventual contemplação, possam ser utilizados na aquisição de material de construção, na compra do terreno, e até na contratação de mão de obra.

Enfim, são várias as possibilidades, então antes de começar a pagar um plano de consórcio, veja quais são as suas opções!

Quero comprar o meu veículo!

Vamos supor que a pessoa mantenha o seu objetivo e portanto, queira utilizar os recursos conquistados para comprar o seu veículo, mas como fazer isso?

Com já mencionamos, a pessoa ao ser contemplada, a mesma recebe uma carta de crédito. Então não espere que um valor seja depositado em sua conta, ou quem sabe, você venha a receber uma maleta cheia de dinheiro, ou até um cheque.

O que você vai receber é uma carta de crédito. Essa carta não pode ser passada para terceiros, e está vinculada a você! Somente você.

Então, todo esse procedimento é bem seguro! Ao conseguir a carta de crédito, você poderá efetuar a sua compra em alguma concessionária do seu desejo.

Novamente, veja as especificações do seu consórcio antes de começar a pagar o mesmo. Vamos supor que você faça um consórcio com uma determinada concessionária de carros, é possível que a carta de crédito, possa ser vinculada a compra de um veículo da própria concessionária, não havendo chances de conseguir adquirir outro veículo, ou coisa do gênero.

Isso pode acontecer, uma vez que esse consórcio em específico pode contar com descontos no juro, ou quem sabe pode ser até isento de taxas administrativas.

Coisa que acaba atraindo boa parte das pessoas que estão à procura de um consórcio. Lembrando que se o cliente não tem mais a intenção de utilizar o crédito para o fim específico, é possível pagar o valor do consórcio, quitando o mesmo, e assim liberando o valor do prêmio.

Carros usados? Será que posso comprar com a carta de crédito?

Depende. Tudo vai depender das regras do se consórcio em específico. Caso o seu consórcio ofereça a possibilidade de usar a carta de crédito para outros veículos, dentre eles, os usados, então tudo bem, você poderá utilizar a carta para fazer a aquisição do veículo que bem entender.

Porém, se essa especificação não estiver descrita no consórcio, ou, se houver algum restrição referente aos tipos e condições dos veículos, então, você não terá como utilizar a carta de crédito.

De qualquer forma, quando as parcelas do consórcio terminarem, é bem provável que o valor da carta de crédito seja liberado para você fazer o que bem entender. Lembrando que você pode quitar o consórcio, para conseguir liberar os valores.

É fácil utilizar a carta de crédito?

Sim, é bem simples! A carta de crédito vai estar vinculada a sua pessoa, portanto não existem formas de conseguir transferir o seu valor para terceiros.

O que você poderá fazer é utilizar a carta para adquirir o bem, ou de repente, na compra de outro bem, ou serviço, enfim, o que estiver pré-determinado em seu consórcio.

Sendo assim, ao receber a carta de crédito, você vai precisar ir até a concessionária que deseja, e realizar a compra do bem.

Veículo de valor inferior!

Mas e se o veículo que pretendo comprar possui um valor inferior ao valor da carta? O que faço? Pode comprar!

Sem problemas! A aquisição pode ser feita, sendo que o valor remanescente do consórcio pode ser utilizado de várias formas.

Desde o pagamento de impostos e taxas, até o emplacamento, e serviços de manutenção do veículo podem ser pagos por meio do valor restante da carta.

Portanto você não precisa se preocupar com um veículo de valor menor, os recursos remanescentes da sua carta de crédito podem ser utilizados para cobrir outras despesas.

Utilizar o consórcio como um investimento é uma boa?

Não, acredito que não. A menos que a pessoa não consiga guardar parte de seus recursos mensalmente. Observando isso, aí sim, o consórcio pode ser uma boa.

Lembrando que em boa parte dos planos, as pessoas que participam acabam pagando taxas, ou parte do valor é utilizado para pagar despesas administrativas e coisas do gênero.

Portanto, se for para investir, ou guardar parte de seus recursos, o melhor mesmo, seria investir em ativos financeiros como o tesouro Direto, por exemplo.

Crédito para comprar o seu veículo ou máquina.

Nem sempre temos disponibilidade para comprar um veículo novo, ou quem sabe uma máquina para empresa, correto?

Mesmo não havendo recursos suficientes para concretizar tal aquisição, a falta de dinheiro não nos impossibilita por completo! Nessas horas temos as instituições financeiras para nos salvar!

Crédito para Financiando o veículo.

Atualmente, existe até a opção de financiar 100% do veículo. Isso mesmo, você nem precisa pagar uma entrada. Através do financiamento 100%, você já pode se tornar dono de um carro novo.

Essa modalidade de financiamento também não é liberada para todos os carros, ou veículos em geral. Esse tipo de financiamento é mais difícil de conseguir.

Caso você consiga colocar as mãos em um financiamento assim, então tenha atenção com relação ao juro cobrado.

Sim, não pense que o seu financiamento vai sair sem juros ou que de repente, por se tratar de um financiamento, os juros do mesmo seja equivalentes a um “Minha Casa Minha Vida”.

Dependendo da instituição financeira, da linha de crédito e do veículo que está sendo adquirido, os juros podem ir do zero até, algo acima dos 4% ao mês!

Sim, os juros podem ser bem altos. Por exemplo, ao tentar comprar um veículo usado mais antigo, vamos dizer; um veículo de 2000 ou de ano próximo, o juro do financiamento pode ser ainda maior!

Agora se você for comprar um veículo novo, pagando mais de 50% do valor do mesmo na entrada, então é possível que a concessionária, lhe ofereça a possibilidade de financiar o resto, e 12 vezes sem juros, ou algo do gênero.

Lógico, não pense que esse financiamento sem juros irá ocorrer em 24 meses ou mais! Em grande parte as concessionárias possuem as suas próprias financiadoras e instituições financeiras, e assim elas conseguem trabalhar melhor essas alternativas de financiamento.

Mas em grande parte, os clientes acabam comprando o veículo através de um financiamento de juros baixos, porém existentes.

A entrada ocorre também em uma situação assim. Geralmente, a concessionária pede uma entrada de pouco menos de 50% do veículo, e o restante pode ser parcelado em até 48 vezes com um juro de algo próximo dos 1,7% ao mês, ou até menos, ou mais. Enfim, geralmente é assim.

Não está de acordo com os valores, procure por outras formas de financiamento!

O cliente também não é obrigado a comprar o veículo por meio da financiadora da concessionária. Por se tratar de um “livre mercado” você tem a opção de escolher a financiadora que bem desejar!

Então se um banco menor, ou até um banco maior, como o Itaú, Bradesco, ou demais, oferecer um juro mais em conta, então faça a compra, mas financie o valor através da instituição da sua escolha.

Comprando máquinas e equipamentos através do financiamento

Caso você tenha uma empresa, fique sabendo que é possível financiar a aquisição de máquinas e similares. Para pessoa física, a aquisição de máquinas por meio de financiamentos já é algo mais difícil, ao menos, não é um produto financeiro muito divulgado por aí.

Enfim, existem várias instituições financeiras que podem lhe conceder crédito para aquisição de máquinas.

Por exemplo, existem muitas empresas que chegam a financiar compras no exterior (importações).

Não é difícil encontrar instituições financeiras que liberam para seus clientes financiamentos em outras moedas, além do real.

Dependendo da compra e até do tipo de máquina, o empresário pode conseguir financiamento do governo  federal ou estadual.

Existem instituições (BRDE, BNDS entre outras) que trabalham com linhas de crédito direcionadas a máquinas e afins.

Além de financiamentos, existem os leasings.

Caso o cliente esteja procurando por opções de crédito mais em conta, então uma das alternativas é a aquisição de um leasing.

Por meio do leasing você não terá que arcar com altas despesas vinculadas aos juros. Na verdade, no leasing até terá juros, porém o valor desses encargos será menor.

Mas o juro não é a única diferença desse tipo de “financiamento”, por meio do leasing o cliente terá a opção de ficar com o item no final, ou não.

Dependendo do tipo de leasing que o cliente estará contratando, ao final do mesmo, haverá a opção de adquirir o bem em definitivo ou não.

Se o bem não for adquirido, o mesmo volta para a instituição financeira sem ônus ao cliente. Caso o cliente tenha o interesse, então o mesmo  terá que realizar um porte de aquisição.

O leasing pode ser feito tanto para máquinas e equipamentos, quanto para carros e demais veículos.

O Financiamento é uma boa?

Às vezes em nossas vidas precisamos da ajuda de um terceiro para conseguir realizar aquisições. Essas compras podem ser tanto de veículos quanto de máquinas.

No caso das pessoas físicas em geral, o financiamento de um veículo é uma prática amplamente realizada.

Porém, deve ser bem estudada antes de executada. O financiamento pode ser longo e exigir juros altos. Infelizmente, ao contrário do que ocorre em outros países mais “evoluídos” os juros no Brasil ainda são extremamente altos.

Devido esse encargo ser “pesado” para o cliente, os financiamentos podem se tornar um verdadeiro pesadelo para o cliente.

Talvez a melhor forma de comprar um veículo, em minha opinião, é através do financiamento sem juros. Ou se essa opção não estiver liberada, então tente comprar o bem a vista.

O financiamento sem juros, como já mencionamos, é liberado em circunstâncias especiais. Geralmente  pagamento de entrada é alto, superior aos 50% do valor do veículo, sendo que as parcelas podem não ultrapassar as 12 vezes.

Sendo que o pagamento a vista o cliente teria que aportar o valor total do bem. Com relação a financiamento de máquinas e afins, a melhor alternativa é analisar se existe a necessidade e qual será o retorno que o equipamento vai oferecer a sua empresa.

Caso tenha necessidade e já haja uma expectativa com relação a possíveis retornos que o equipamento venha a ter (lucros) então acredito que aquisição seja uma boa ideia.

Querendo ou não, o financiamento para pessoa jurídica, nada mais é do que investimento na própria empresa!