Como funciona a portabilidade?

A portabilidade é uma das ferramentas mais interessantes que existem quando o assunto é “trocar” de credor.

Com a portabilidade o usuário pode procurar por uma nova instituição que possua uma linha de crédito semelhante a já utilizada e assim, efetuar o transporte da dívida.

Desse modo todos ganham. A instituição que era credora vai repassar a dívida, e, portanto não terá que aguardar para receber o restante do dinheiro, por outro lado, a instituição que vai receber a dívida, e se tornará a credora vai conquistar um novo cliente!

Assim, os juros e demais encargos vinculados à dívida do novo cliente serão repassados a nova instituição, e o cliente, que estava pagando juros altos (em comparação a nova instituição) vai começará pagar menos pelo crédito. Todos ganham! Mas como esse procedimento realmente funciona?

Funcionamento da portabilidade de dívida

É muito simples! Tão simples que você provavelmente vai desconfiar. O cliente precisa ir até o banco onde vai migrar o crédito, entregar a documentação e solicitar a migração da linha de crédito.

Pronto! As instituições financeiras fazem todo o trâmite entre elas, e desse modo o cliente não precisa mais se preocupar. Em questão de alguns dias, o crédito já é migrado, e os pagamentos serão feitos na outra agência bancária.

Não há necessidade de enviar documentos de um banco para outro, assinar papeladas, aguardar por análises, todo o trâmite é feito entre os bancos e o cliente pode ficar tranquilo!

Avaliar outras opções antes da portabilidade!

O que muitos sugerem, antes de fazer a portabilidade, é realizar uma breve avaliação de outras opções de crédito na própria agência bancária.

O cliente pode muito bem adquirir uma nova linha de crédito. Com o dinheiro recebido, o cliente pode, então, pagar o saldo restante da linha de crédito (mais cara), e assim, trocar de dívida e continuar no mesmo banco.

Esse tipo de prática pode ser feita, e pode reduzir o trabalho do cliente. Até porque, assim, o cliente não precisa mais trocar de banco (por meio da portabilidade).

Uma das linhas de crédito que podem ser analisadas é o empréstimo consignado ou algum que ofereça a chance de colocar algo em garantia.

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Desse modo, você pode conseguir uma boa redução nos juros. Vamos supor que você tenha um saldo no parcelamento do cartão de crédito.

Esse saldo é de algo próximo dos R$ 5.000,00, com o consignado o seu juro pode ser inferior aos 20% ao ano! Já, em outras linhas de crédito, como o parcelamento do cartão de crédito, ou o cheque especial, o juro pode alcançar fácil, fácil os 200% ao ano!

Já empréstimos que envolvam colocar algum bem com garantia, pode render uma linha de crédito com juros equivalentes a 30% ao ano, ou até menos.

Melhorar condições da atual linha de crédito

O cliente também pode tentar negociar junto ao banco, uma alternativa ara melhorar as condições do atual empréstimo ou financiamento (se o mesmo for de valor muito alto).

Às vezes, podemos estar tratando de um financiamento com um saldo ainda muito grande para ser pago, e isso pode gerar algumas dificuldades na hora de conseguir “trocar” de empréstimo com outro empréstimo (adquirindo outro).

Dependendo do saldo a pagar, realmente, você vai precisar negociar a linha de crédito antes de ver a possibilidade de adquirir um empréstimo para quitar o saldo remanescente.

Ao tentar negociar uma nova condição para o seu empréstimo, você pode tentar alterar alguns pontos do sua linha de crédito atual, dentre elas;

  • A quantidade de parcelas
  • O valor dos juros

Dependendo da situação, se você, por exemplo, possui dinheiro no bolso, e quer tentar pagar o empréstimo ou financiamento de forma mais rápida, você pode ver com o banco a redução das parcelas,

Desse modo você começa a pagar parcelas maiores, mas, sem um juro tão alto, ou sem necessidade de pagar tanto juro, uma vez que haverá menos parcelas.

Só nessa alteração, você já poderá ser capaz de reduzir bastante o tamanho dos encargos da sua linha de crédito.

Já a negociação para redução dos juros pode ser feita utilizando outras linhas de crédito como comparação.

Ao comparar outros empréstimos sou financiamentos, você pode trazer o argumento que o seu juro, poderia ser menor.

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Dependendo de como a situação for evoluindo, uma eventual redução nos juros pode acontecer, e você nem mesmo vai precisar trocar de empréstimo ou mudar de instituição financeira.

Melhorar alternativa?

Acredito que você deva fazer tudo isso por etapas. Primeiro você deve analisar os juros que está pagando.

Se esses juros estiverem na casa dos 3% ao mês para cima, então, já podemos tentar fazer algo para reduzir os encargos.

Então, após identificar isso, você pode ir até o banco  e conversar com  seu gerente de conta. Tente fazer uma alteração no valor das  parcelas (diminuindo ou aumentando a quantidade das mesmas).

Caso você esteja com mais dinheiro na mão, veja a possibilidade de aumentar o tamanho das parcelas, e assim, começar a pagar um pouco mais para conseguir quitar a sua dívida.

Caso a situação seja o inverso, então tente ver uma redução dos juros comprando o empréstimo/ financiamento com os demais oferecidos pelo banco.

Se em nenhuma dessas situações você conseguir um resultado positivo, então é hora de tentar adquirir um novo empréstimo e com os valores dessa nova linha de crédito pagar o saldo restante do outro empréstimo e assim, efetuar a “troca”.

Se a sua situação se refere a um valor muito alto, ou o banco não está liberando o crédito, então, aí sim, você faz a portabilidade da linha de crédito para outra instituição.

Mas antes disso, faça uma pesquisa no mercado, avaliando quais são as condições dos empréstimos e demais linhas de créditos dos outros bancos.

Lembrando que o consignado e empréstimo que tenham garantia podem lhe render uma boa redução nos juros.

Após conseguir melhorar as condições do seu empréstimo chegou a hora de iniciar os pagamentos do mesmo. Para não haver qualquer tipo de problema, ou uma piora na situação, é interessante aumentar o controle em cima do seu orçamento.

Desse modo, quem sabe, um pouco mais de dinheiro não começa a “sobrar” e desse modo você até pode adiantar os pagamentos do empréstimo, e começar a poupar e investir parte de sua renda?

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